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Envelhecimento populacional e tecnologia marcam era Heisei no Japão

In Japão on 30 de abril de 2019 by Shigoto.com Agência de Turismo Marcado: , , ,

Esta terça-feira (30) é o último dia da era que durou três décadas

mt fuji and tokyo skytree
O Japão vive o último dia da era Heisei nesta terça-feira (30), data marcada para a abdicação do imperador Akihito. Na quarta-feira (1), o país mergulha na era Reiwa e celebra a posse do novo imperador Naruhito.

Neste último dia de uma era que teve um pouco mais de 30 anos de duração, a emissora NHK divulgou um balanço que aponta as mudanças significativas que o país sofreu desde o ano 1 da era Heisei (1989).

De acordo com os dados do Ministério dos Negócios Internos e Comunicações, um dos marcos desta era foi a queda populacional e o envelhecimento no Japão. A população japonesa atingiu o seu pico no ano 20 da era Heisei (2008), com cerca de 128 milhões de pessoas.

Porém, desde então, os números começaram a cair anualmente, chegando a 126,4 milhões no ano passado. No ano 27 da era Heisei (2015), a proporção de idosos acima de 75 anos ultrapassou a porcentagem populacional de até 14 anos pela primeira vez.

Outro dado que chamou atenção nos últimos 30 anos foi a queda do interesse pelo casamento em mulheres nas faixas etárias de 25 a 29 anos. Em 1990 (ano 2 da era Heisei), 40,4% das mulheres nesta faixa etária eram solteiras. Já em 2015, a porcentagem de solteiras subiu para 61,3%.

O avanço tecnológico das últimas três décadas também chama atenção. A difusão da internet e dos smartphones provocou uma mudança no estilo de vida da população comum.

No ano passado, o gasto médio com tarifas de celulares por família ficou em ¥13.404, cerca de duas vezes mais caro do que no início da década de 1990.

Mulheres
A sociedade das mulheres também mostrou avanço nas últimas três décadas. Elas passaram a se inserir em alguns campos de trabalho considerados masculinos, como na indústria ferroviária.

Em 1991 (ano 3 da era Heisei), a porcentagem de funcionárias na indústria ferroviária era de 2,9%. Em 2016, o setor registrava 10% de trabalhadores do sexo feminino, um aumento de 3,4 vezes.

Elas também estão mais presentes nas áreas de pesquisa. Nos últimos trinta anos, o número de mulheres atuando como pesquisadoras aumentou 3,9 vezes no Japão.

As últimas décadas também mostraram uma mudança nos costumes domésticos. Em famílias com crianças com menos de 6 anos, as mulheres passavam 4,8 horas por semana nas tarefas de casa, enquanto que os homens dedicavam apenas 18 minutos no ano de 1996 (ano 8 da era heisei).

Em 2016, o tempo das mulheres no serviço doméstico havia reduzido para 3,7 horas, enquanto que a média de dedicação dos homens em casa subiu para 49 minutos.
Fonte: Alternativa

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